O "FAZ O L" CHEGOU na UnB - Governo Lula atropela 'aliados da educação' e caneteia cortes de até 100% no salário dos professores
- Vinicius de Paula
- há 3 horas
- 2 min de leitura

Como a maioria daqueles que me acompanham sabe, a rotina acadêmica é extremamente exaustiva, e é justamente ela que me impede de movimentar esse projeto como deveria. No entanto, existem absurdos que não posso deixar de comentar. E, para o primeiro post desse blog, falaremos da facada nas costas do "governo do amor" nos professores universitários, majoritariamente seus aliados; o destino é irônico, mas os acontecimentos não surpreendem aqueles que conhecem esse desgoverno.
O descontrole fiscal nas contas do governo petista finalmente bateu às portas de suas bases mais fiéis, as universidades federais. Ao que tudo indica, a Universidade de Brasília (UnB) está prestes a parar novamente¹, graças à canetada do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) do governo Lula, que resolveu não só atropelar, mas gradear e arar um direito histórico dos docentes, fazendo doer no pior lugar, o bolso.
A canetada do MGI - O amor custou caro...
Toda esta querela gira ao redor da Unidade de Referência de Preços (URP), um direito de quase 40 anos que garante um reajuste de 26,05% nos salários para compensar as perdas inflacionárias daquela época.
Agora, precisando de caixa para cobrir os rombos bilionários da máquina estatal, o MGI de Lula, sob supervisão da Advocacia-Geral da União (AGU) do ministro Jorge Messias, o primeiro na história moderna do Brasil a ser recusado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e quem também era o garoto de recados de Dilma Rousseff, emitiu a ordem de confiscar ("absorver") 60% de qualquer reajuste ou progressão dos professores para abater o valor da URP.
A ironia é evidente. Todos nós nos lembramos da exaustiva greve de 2024, onde os professores conseguiram um pequeno ajuste de 3,5%, que, em uma só canetada, foi engolido. E consegue piorar, pois o Correio Braziliense² publicou essa semana que o MGI ameaçou um corte de 100% e cobrança retroativa dos valores desde março de 2025. A UnB é só mais uma; outras 74 instituições federais também sofrerão cortes salariais.
Atropelando o STF e destruindo tudo
A segurança jurídica no Brasil é uma piada, desde ditadores de toga até decisões monocráticas e injustas do Executivo. Enquanto a recente (e fiasco) greve dos técnicos cedeu e um acordo foi feito, o processo dos professores ainda está correndo no STF sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia. MGI e AGU não quiseram aguardar a resposta do STF, onde Bessias nunca estará sentado, para acelerar o caixa, sabe-se lá para quê. Assistamos ao desenrolar desse cabo de guerra, em que os prejudicados, esquecidos e usados como reféns em greves somos nós, os discentes.
👏🏻👏🏻
Adorei